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De Portugal à Índia, passando pelo Reino Unido: a história da startup portuguesa que faz Cuckuu


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#1 paulo3redes

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Postado 19 Novembro 2015 - 20:54

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https://www.cuckuu.com/

 

Há uma startup portuguesa que quer mudar a experiência com os alarmas que nos ajudam a acordar, ou a chegar a horas. Criou a Cuckuu, uma aplicação que esta quinta-feira chega ao Apple Watch e que em breve pode ser usada por marcas como a Nestlé, a Vodafone ou a NOS.

 

Os alertas sonoros que programamos no telemóvel são uma ajuda indispensável para acordar no dia seguinte. Para não se esquecer que tem de sair do escritório às 18h30 se quer chegar a horas à festa de aniversário do Pedro, ou que hoje é dia de convidar os amigos para jantar lá em casa no dia do Sporting-Benfica.  
 
Não podemos passar sem eles (a não ser que se use uma agenda em papel), mas podemos torná-los mais divertidos e dar-lhes uma componente social. A Cuckuu nasceu com esse propósito.
 
João Jesus, CEO da Ake Ideas, explica que o conceito – que o TeK já tinha mostrado - surgiu quase como uma brincadeira, da vontade de encontrar uma forma mais eficaz e menos pesada de acordar um dos fundadores do projeto com uma relação difícil com despertados.
 
Só com o conceito e o design em papel, os empreendedores foram à procura de capital e capacidade de desenvolvimento, para transformar a ideia num produto. A primeira porta a que bateram foi a de um britânico que trocou o Reino Unido pelo sol do Algarve para gozar a reforma. Sabiam que investia em startup e decidiram mostrar-lhe a ideia. Depois de várias reuniões conseguiram garantir o capital necessário para começar a trabalhar no desenvolvimento da aplicação: 210 mil libras numa primeira fase, reforçadas mais tarde com outras 175 mil libras, que saíram do bolso do tal business angel e de um amigo britânico também investidor.
 
É a origem do capital inicial que explica a constituição da empresa em Manchester, no Reino Unido, ainda que a sede sempre tenha sido em Portugal. A segunda viagem da curta história de vida da Ake Ideas foi à India, para desenvolver a Cuckuu.
 
Depois de procurar parceiros em Portugal para criar a aplicação, a startup saltou para os Estados Unidos mas acabou por ir parar à India, graças a uma empresa que contactou nos EUA, mas que afinal tinha a sede naquele país asiático. João Jesus e Peu Fraga mudaram-se para a Ásia durante quatro meses, para acompanhar o desenvolvimento do projeto e em abril estavam prontos para lançar uma versão beta da app para iOS e Android. A versão final chegou em setembro e nos últimos meses começou o trabalho de divulgação o produto, procurar parcerias e marcar presença em eventos internacionais.
 
Participação no Web Summit atraiu atenção para a aplicação
 
A passagem pelo Pionners Festival em Viena, onde fizeram o 8º melhor pitch, e mais recentemente pelo Web Summit, em Dublin, abriram portas a muitos contactos e preparam o projeto para uma nova fase, que já está a acontecer.
 
Como explica João Jesus, há várias negociações em curso que partiram de contactos realizados no evento. A NOS, a Vodafone, o Rock in Rio, a Mccann (que gere contas como a da Nestlé), a MTV, ou a Google estão entre as empresas com quem os empreendedores se têm sentado à mesa nos últimos dias.
 
No caso da Google os encontros serviram para explicar melhor o conceito e para ficarem a saber de que forma a multinacional norte-americana podia ajudar a promover a Cuckuu. No caso das outras marcas o mote é diferente.
 
“Queremos ser mais um meio de comunicação” para as marcas, explica João Jesus. Como um Facebook ou um Snapchat, a aplicação portuguesa quer ser um instrumento para passar e partilhar informações, que podem estar relacionados com cinema, programas de televisão, festivais de música ou outros temas.
 
No futuro a Ake Ideas acredita – até pelas parcerias que já está a negociar – que a Cuckuu pode ser usada pelas marcas para partilhar alertas com conselhos de nutrição, dicas de exercício físico para começar o dia, ou como ferramenta de comunicação interna em empresas, para partilhar avisos sobre reuniões, deadlines de projetos ou outros. O utilizador poderá pagar pelos conteúdos, ou vê-lo gratuitamente com alguma publicidade associada.
 
A proposta de valor que a startup tem para entregar às marcas é “algo diferenciador. Não vamos ter 5 milhões de pessoas a ver um conteúdo mas vamos ter 100 mil que querem mesmo aquele conteúdo”, acredita João Jesus.
 
As parcerias serão um dos caminhos para monetizar a aplicação (que é gratuita) quando atingir o ponto certo, que os promotores colocam nos 100 mil utilizadores. Até lá, o mais importante é garantir uma experiência interessante a quem faz Cuckuu e passar palavra. Neste momento há 10.500 pessoas a utilizar a aplicação.
 
Enquanto procura parcerias com marcas, no Reino Unido a startup tem trabalhado com escolas, usando a Cuckuu como base para um jogo de caça ao tesouro. Em Portugal está a procurar o mesmo relacionamento com universidades como a Católica e a Nova. A ideia é aumentar o número de utilizadores da app e mostrar o seu potencial.
 
Esta quinta-feira é lançada a aplicação para Apple Watch da Cuckuu (pode ver o vídeo promocional abaixo) e daqui a uma semana fica disponível a versão em português da app para Android - neste momento está apenas em inglês. Alguns dias depois surgirá a versão em português para iOS.
 
No médio prazo João Jesus e Peu Fraga querem lançar a Cuckuu a nível global, estão de olho sobretudo no mercado norte-americano, mas não só. Para lá chegar vão precisar de mais capital, embora já tenham conseguido captar mais que o investimento inicial dos business angels britânicos - 400 mil dólares de investidores portugueses.
 
A Ake Ideas arrancou com quatro sócios fundadores. João Jesus e Peu Fraga mantêm-se. Em Portugal tem mais uma pessoa na equipa, contam com outra no Reino Unido e com quatro developers na India. 
 

 






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